segunda-feira, 27 de julho de 2009
Love is a losing game
Há alturas em que tenho toda a certeza do mundo. É quase um estado de euforia que me invade e que me torna na pessoa mais confiante do mundo. Confiante não só em relação a ti, mas também em relação a nós. Aí, sinto-me preenchida por completo. Não há espaço para chatices nem para dúvidas. Sou eu em pleno e sou-o contigo. E toda essa calma me transforma na dona de um enorme sorriso que está constantemente presente. Tudo é mais brilhante e luzidío. Os dias são mais fáceis. O tempo voa. E, nesses tempos, eu dou-te tudo o que sou. Vivo para te ver, para te sentir e para "te" pensar. Dou o meu melhor e sinto-me no meu melhor. Mas, de repente, há (sempre) qualquer coisa que me acorda do mundo que construí contigo. E, geralmente, és tu que causas essa abrupta ligação com a realidade. Fazes-me acordar e comigo acordam as incertezas. Acordo sobressaltada. Deparo-me com uma série de dúvidas que agora martelam na minha cabeça. Afinal, o nosso mundo é frágil e o tudo não é suficiente. Tudo desacelera. O tempo pesa. Fico com um nó no peito que quase me sufoca. Só sei que não mereço.
E a tua voz acalma e retoma o tom doce.. Eu cedo e volto ao nosso sonho.
É um ciclo vicioso e acredita que eu estou viciada.
E a tua voz acalma e retoma o tom doce.. Eu cedo e volto ao nosso sonho.
É um ciclo vicioso e acredita que eu estou viciada.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
6 MESES
Que significam bem mais que o tempo. São união, força, apoio e cumplicidade. São sobretudo amor, daquele amor de filmes. Amor que resiste e persiste. Amor que cresce e evolui e nunca nos deixa.
Eu e tu. PARA SEMPRE (digam o que disserem)
Eu e tu. PARA SEMPRE (digam o que disserem)
domingo, 19 de julho de 2009
Desabafo de filha
Gostava de te conseguir explicar o que sinto e por quem o sinto.
Gostava que pudesses compreender ou, pelo menos, aceitar.
Gostava que reconhecesses que a tua menina pequena cresceu e que, com o passar do tempo, construíu a sua personalidade e assumiu os seus próprios valores independentemente da tua influência e do exemplo que para ela és.
Gostava que conseguisses deixar-me voar e escolher o meu próprio rumo, sem intromissões mas sem nunca dispensar os teus preciosos conselhos.
Apesar das discurdâncias que o meu crescimento nos trouxe, dos choques de ideiais e de crenças, nunca desisti de ti e nunca te abandonei. És algo eterno e que nunca me deixará. Tenho-te a agradecer tudo e mais alguma coisa, mas agora.. Agora está na minha hora. Está na hora de eu definir quem sou, de construír a minha vida. E isso, acredita, apenas depende de mim e não é com guerras que conseguirás atenuar a mudança ou a independência.
Mas apesar de tudo, eu insisto. Porque gostava que parasses para pensar, sem teres o coração de mãe nas mãos, que pensasses racionalmente. Eu gostava de te ajudar.. Se ao menos conseguisse expressar aquilo que está dentro de mim.
Gostava de poder dar-te a experimentar esta felicidade que agora conheço dentro de mim, que parecia adormecida há muito tempo e que teimava em permanecer bem encolhida, no fundo de mim. Esta coisa que me invadiu, que literalmente me tomou de assalto e que se tornou na melhor sensação do mundo.
Foi ele que, depois de muito tempo (e tu sabes quanto), puxou por mim. Despertou em mim um interesse e curiosidade que rapidamente se transformaram em admiração. Fascinou-me aquele miúdo com tanta garra que, para mim, representava uma nova realidade e que estava ali, tão perto e tão acessível. Mostrou-me, por entre horas de conversa, olhares ou simples pormenores que há coisas que se sobrepõem a qualquer diferença de cor de pele, de feitio de nariz ou de tipo de cabelo. Fez com que eu me reposicionasse em relação à minha própria vida. A partir daí, coisas que antes eram tão essenciais e ridiculamente importantes passaram a ser banais. E foi ele que me ensinou. Porque ele.. Ele é diferente e eu sei que essa diferença não está na cor da pele, no bairro em que vive nem na música que ouve. A diferença está nos valores, na atitude perante a vida e na forma como lida com os que o rodeiam e isso tornam-no nalguém interessante e apaixonante. Nada do superficial importa.
Com tudo isto ele conseguiu tornar-me em alguém mais confiante, em alguém mais seguro na sua pele. Ele fez-me amar a vida e amar-me a mim própria primeiro de tudo. Depois, foi fácil amá-lo a ele. Essa pessoa cativante, com sorriso contagiante que conhece tudo e todos e sobre quem ninguém tem uma palavra negativa a dizer. Apaixonei-me pela maneira que ele tem de encarar tudo como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Deixei-me levar pela sua calma e paz de espírito. Mudei.
Mudei para algo melhor, menos complexo. Mudei por dentro e isso reflectiu-se em todas as áreas da minha vida. Ganhei uma nova força, talvez por ter agora um motivo. Empenhei-me, lutei, inspirei-me, criei defesas e ataquei.
Sei que talvez tenhas chegado a todas estas conclusões sem a ajuda de ninguém, porque a verdade é que és o protótipo da independent-woman do século 21, que conseguiu tudo o que tem através do seu próprio esforço e suor, sem qualquer tipo de ajuda - seja lá de quem for. Eu aceito-te. Mas tenta perceber, todos somos diferentes.
Agora, (quase) 6 meses depois, ele continua do meu lado contra tudo e todos. (Quase) 6 meses depois, é o apoio dele que eu procuro e é ele que me apoia até mesmo quando não preciso, em qualquer que seja a situação. Ele é o homem que eu quero do meu lado. Foi por ele que esperei todo este tempo. Qual príncipe encantado.. É ele! Ele, ele e só ele! E não é agora nem nunca que o vou deixar escapar. Nem maluca! E muito menos por idiotices de racismos e preconceitos antiquados.
Desculpa se te desiludo por ter "escolhido" alguém que não se insere nos teus critérios exigentes. Desculpa se não julgo as pessoas pela sua raça, pela sua religião ou pela sua nação (ao contrário de ti). Tenho pena que não aceites as diferenças e nisso porque acredita que também és diferente. No mínimo, peço-te respeito. Apenas respeito. E deixa-me viver a minha vida!
Ps: se ao menos soubesses o quão parecidos vocês são, chega a ser quase irónico.
Gostava que pudesses compreender ou, pelo menos, aceitar.
Gostava que reconhecesses que a tua menina pequena cresceu e que, com o passar do tempo, construíu a sua personalidade e assumiu os seus próprios valores independentemente da tua influência e do exemplo que para ela és.
Gostava que conseguisses deixar-me voar e escolher o meu próprio rumo, sem intromissões mas sem nunca dispensar os teus preciosos conselhos.
Apesar das discurdâncias que o meu crescimento nos trouxe, dos choques de ideiais e de crenças, nunca desisti de ti e nunca te abandonei. És algo eterno e que nunca me deixará. Tenho-te a agradecer tudo e mais alguma coisa, mas agora.. Agora está na minha hora. Está na hora de eu definir quem sou, de construír a minha vida. E isso, acredita, apenas depende de mim e não é com guerras que conseguirás atenuar a mudança ou a independência.
Mas apesar de tudo, eu insisto. Porque gostava que parasses para pensar, sem teres o coração de mãe nas mãos, que pensasses racionalmente. Eu gostava de te ajudar.. Se ao menos conseguisse expressar aquilo que está dentro de mim.
Gostava de poder dar-te a experimentar esta felicidade que agora conheço dentro de mim, que parecia adormecida há muito tempo e que teimava em permanecer bem encolhida, no fundo de mim. Esta coisa que me invadiu, que literalmente me tomou de assalto e que se tornou na melhor sensação do mundo.
Foi ele que, depois de muito tempo (e tu sabes quanto), puxou por mim. Despertou em mim um interesse e curiosidade que rapidamente se transformaram em admiração. Fascinou-me aquele miúdo com tanta garra que, para mim, representava uma nova realidade e que estava ali, tão perto e tão acessível. Mostrou-me, por entre horas de conversa, olhares ou simples pormenores que há coisas que se sobrepõem a qualquer diferença de cor de pele, de feitio de nariz ou de tipo de cabelo. Fez com que eu me reposicionasse em relação à minha própria vida. A partir daí, coisas que antes eram tão essenciais e ridiculamente importantes passaram a ser banais. E foi ele que me ensinou. Porque ele.. Ele é diferente e eu sei que essa diferença não está na cor da pele, no bairro em que vive nem na música que ouve. A diferença está nos valores, na atitude perante a vida e na forma como lida com os que o rodeiam e isso tornam-no nalguém interessante e apaixonante. Nada do superficial importa.
Com tudo isto ele conseguiu tornar-me em alguém mais confiante, em alguém mais seguro na sua pele. Ele fez-me amar a vida e amar-me a mim própria primeiro de tudo. Depois, foi fácil amá-lo a ele. Essa pessoa cativante, com sorriso contagiante que conhece tudo e todos e sobre quem ninguém tem uma palavra negativa a dizer. Apaixonei-me pela maneira que ele tem de encarar tudo como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Deixei-me levar pela sua calma e paz de espírito. Mudei.
Mudei para algo melhor, menos complexo. Mudei por dentro e isso reflectiu-se em todas as áreas da minha vida. Ganhei uma nova força, talvez por ter agora um motivo. Empenhei-me, lutei, inspirei-me, criei defesas e ataquei.
Sei que talvez tenhas chegado a todas estas conclusões sem a ajuda de ninguém, porque a verdade é que és o protótipo da independent-woman do século 21, que conseguiu tudo o que tem através do seu próprio esforço e suor, sem qualquer tipo de ajuda - seja lá de quem for. Eu aceito-te. Mas tenta perceber, todos somos diferentes.
Agora, (quase) 6 meses depois, ele continua do meu lado contra tudo e todos. (Quase) 6 meses depois, é o apoio dele que eu procuro e é ele que me apoia até mesmo quando não preciso, em qualquer que seja a situação. Ele é o homem que eu quero do meu lado. Foi por ele que esperei todo este tempo. Qual príncipe encantado.. É ele! Ele, ele e só ele! E não é agora nem nunca que o vou deixar escapar. Nem maluca! E muito menos por idiotices de racismos e preconceitos antiquados.
Desculpa se te desiludo por ter "escolhido" alguém que não se insere nos teus critérios exigentes. Desculpa se não julgo as pessoas pela sua raça, pela sua religião ou pela sua nação (ao contrário de ti). Tenho pena que não aceites as diferenças e nisso porque acredita que também és diferente. No mínimo, peço-te respeito. Apenas respeito. E deixa-me viver a minha vida!
Ps: se ao menos soubesses o quão parecidos vocês são, chega a ser quase irónico.
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